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    Home»Notícias»Quando faz sentido manter sistemas críticos no data center em vez de migrá-los para a nuvem híbrida?
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    Quando faz sentido manter sistemas críticos no data center em vez de migrá-los para a nuvem híbrida?

    Axel LindvarenPost Axel Lindvarensetembro 10, 2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
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    Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
    Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
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    Sistemas críticos permanecem no data center, enquanto outros sistemas são migrados para a nuvem. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia do Grupo Carrefour Brasil, destaca que essa divisão raramente foi formalmente discutida em reuniões. Ela se desenvolveu gradualmente, migração após migração, sem um critério claro. 

    O resultado é uma nuvem híbrida por acúmulo, e não por projeto. Funciona, cobra caro e ninguém sabe explicar por que determinado sistema ficou de fora. Quando a pergunta aparece, a resposta costuma ser que sempre foi assim.

    Existem, porém, situações em que manter parte da operação fora da nuvem é a escolha tecnicamente correta, e não uma pendência. Elas têm em comum um requisito que a distância física impõe ao sistema. Os cenários a seguir são os mais frequentes.

    O que acontece quando a conexão cai e o processamento local falha?

    O caixa de uma loja precisa registrar a venda mesmo com a conexão interrompida. O leitor de código e a impressora fiscal estão a poucos metros do caixa, e a fila não espera o roteador voltar. Autonomia local deixa de ser preferência e vira requisito comercial.

    Quando o enlace cai, o executivo nota que a diferença entre um incidente e um prejuízo está no que continua funcionando sozinho. Processamento próximo ao equipamento resolve a operação do momento, e a nuvem recebe os dados quando a conexão retorna, com fila de reenvio e reconciliação.

    Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira pontua que o mesmo raciocínio vale para linha de produção, centro de distribuição e qualquer processo em que máquinas conversem entre si em milissegundos. A latência do caminho até a nuvem, somada à instabilidade do enlace, custa mais do que manter capacidade instalada no local.

    Dado que não pode sair, processamento que precisa escalar

    Contrato com cliente corporativo, regra setorial ou política interna às vezes determinam que certa base permaneça em ambiente controlado, com fronteira conhecida. Tirar esse dado de lugar não é decisão técnica: envolve área jurídica, auditoria e, em muitos casos, renegociação com terceiros.

    A saída prática é separar o dado bruto do resultado que se quer obter dele. O conjunto sensível fica onde precisa ficar, e o que sai para a nuvem é o modelo treinado ou o agregado. A capacidade elástica trabalha sobre o derivado, não sobre o original.

    Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
    Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira

    Esse desenho tem um custo que costuma ser subestimado. Manter duas fronteiras de segurança, dois controles de acesso e duas rotinas de auditoria exige disciplina permanente, e a falha aparece justamente na emenda entre os dois ambientes.

    Como garantir que sua operação mantenha vendas constantes ao longo do ano?

    Uma operação vende de forma constante o ano inteiro e multiplica o volume em poucos dias de campanha. Comprar equipamento para esses dias significa pagar capacidade parada em todos os outros. Alugar apenas o excedente resolve a distorção sem inflar o investimento fixo.

    Além da conta de máquinas, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira destaca que a transferência de dados entre os dois lados decide se o modelo compensa. Se o pico exige levar o catálogo inteiro para fora e trazer o resultado de volta a cada hora, a economia some na fatura de tráfego.

    O arranjo funciona melhor quando a parte elástica é desenhada para nascer na nuvem. Estender o sistema antigo para fora nos dias de pico dá trabalho e falha sob pressão. Construir o componente de alto volume já preparado para escalar é mais previsível.

    Híbrido é escolha de operação, não meio-termo

    A conta que raramente entra na decisão é a de operar duas plataformas com um só time. São dois modelos de segurança, duas formas de publicar, dois painéis de monitoramento e duas maneiras de resolver o mesmo problema às três da manhã.

    Uma revisão periódica resolve boa parte do problema: listar cada sistema que ficou fora e escrever, em uma linha, a razão de ele estar ali. Requisito de resposta local, restrição contratual sobre o dado e equipamento que não conversa com a nuvem são razões. Falta de tempo para migrar não é.

    Na avaliação de Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a nuvem híbrida se sustenta quando cada sistema tem uma razão escrita para estar onde está. Sem essa lista, o que existe não é uma escolha de arquitetura, é uma migração que parou no meio do caminho.

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