Pesquisa Genial/Quaest mostra que a maioria dos paranaenses apoia a escolha de um sucessor pelo atual governador para as eleições de outubro.
A corrida sucessória do governo do Paraná ganhou contornos mais definidos nas últimas semanas. No último sábado, o PSD realizou sua convenção estadual em Curitiba para homologar a candidatura de Sandro Alex, ex-secretário estadual e deputado federal, como o nome escolhido pelo governador Ratinho Junior para disputar o Palácio Iguaçu em outubro. A decisão encerra meses de especulação sobre quem representaria o grupo político do atual governador na disputa deste ano, conforme mostrou a Tribuna do Interior.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada logo após a convenção indica que 63% dos eleitores entrevistados consideram que Ratinho Junior merece indicar seu sucessor, enquanto 25% discordam dessa avaliação e 12% não souberam responder. O levantamento ouviu 1.104 eleitores presencialmente entre os dias 21 e 25 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais.
Como se formou o grupo em torno de Sandro Alex
A escolha de Sandro Alex não veio sem disputa interna. Nomes como Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Guto Silva, secretário estadual das Cidades, e Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável, também foram cotados ao longo dos últimos meses, segundo reportagem da Gazeta do Povo. A definição pelo atual secretário de Infraestrutura buscou equilibrar o apoio dos partidos aliados sem desgastar as relações internas do grupo governista.
Segundo a Gazeta do Povo, a aliança formada em torno da candidatura reúne PSD, Republicanos, União Brasil, Progressistas, PSDB e Cidadania, o que deve garantir tempo relevante de propaganda no rádio e na televisão durante a campanha. Alexandre Curi, presidente da Alep, ficou definido como pré-candidato ao Senado na mesma chapa, ao lado de Cristina Graeml, que migrou do União Brasil para o PSD.
Antes da definição de Sandro Alex, uma pesquisa do instituto IRG, realizada em maio, já apontava sinais de que o desempenho eleitoral do nome escolhido por Ratinho Junior dependeria diretamente do apoio explícito do governador. Na mesma pesquisa, o governo estadual aparecia avaliado como ótimo ou bom por 67,9% dos entrevistados, um patamar considerado alto para o momento em que a sucessão começava a ser desenhada, de acordo com a Gazeta do Povo.
O papel de Sergio Moro na disputa pelo Palácio Iguaçu
Do outro lado do tabuleiro eleitoral está o senador Sergio Moro, filiado ao União Brasil, que desde o ano passado desponta como um dos nomes mais competitivos nas pesquisas de intenção de voto para o governo do estado. A candidatura de Moro ganhou força adicional após o PL decidir apoiá-lo no Paraná, o que sinalizou um rompimento formal com a atual gestão estadual, segundo apuração da CNN Brasil.
Essa movimentação, no entanto, expôs uma divisão dentro da federação formada por União Brasil e PP. Segundo a reportagem, o dirigente estadual do PP, Ricardo Barros, já comunicou à direção nacional do partido que apoia a continuidade do grupo governista, rejeitando a candidatura do ex-juiz. A federação partidária pode, assim, deixar Moro isolado, dependendo exclusivamente do apoio do PL para viabilizar sua candidatura na prática.
O cenário eleitoral paranaense de 2026 também envolve a disputa por duas vagas ao Senado, que devem ser negociadas entre os partidos aliados de Ratinho Junior, e as indicações para vice na chapa de Sandro Alex. Enquanto o grupo governista tenta consolidar sua base, o campo de oposição segue mobilizado em torno da figura de Moro, aproveitando o desgaste natural de qualquer governo em fim de mandato para tentar ampliar sua competitividade nas próximas pesquisas.
O que está em jogo até outubro
A eleição para governador do Paraná está marcada para o dia 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro caso nenhum candidato atinja maioria absoluta dos votos válidos, conforme dados eleitorais reunidos pela Wikipédia sobre a eleição geral paranaense de 2026. Ratinho Junior, que cumpre o segundo mandato consecutivo, está impedido pela legislação eleitoral de concorrer a um terceiro mandato seguido, o que torna a escolha de um sucessor competitivo uma prioridade estratégica para o grupo que hoje ocupa o Palácio Iguaçu.
Nos próximos meses, o debate eleitoral deve girar em torno de temas como segurança pública, infraestrutura, geração de empregos e o próprio efeito das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre a economia paranaense, tema que já mobiliza entidades industriais do estado. A forma como cada candidato apresentar propostas concretas para esses desafios tende a pesar diretamente na decisão do eleitor paranaense nas urnas de outubro.
Até lá, a expectativa é que novas pesquisas de intenção de voto sejam divulgadas periodicamente, ajudando a mapear o real fôlego de cada candidatura. A disputa pelo governo do Paraná promete ser uma das mais acompanhadas do Sul do país neste ciclo eleitoral, tanto pela força histórica do grupo governista quanto pela disposição da oposição em capitalizar o desgaste natural de mais de sete anos à frente do estado.
Fontes:
Tribuna do Interior: Pesquisa Quaest aponta que 63% dos paranaenses defendem sucessor de Ratinho Junior Gazeta do Povo: Quem são os pré-candidatos ao governo do Paraná nas eleições Gazeta do Povo: Popularidade de Ratinho Jr. impulsiona aliado no Paraná Gazeta do Povo: Ratinho Junior corre para viabilizar candidato no Paraná CNN Brasil: Ratinho Jr. busca sucessor para eleição no Paraná e vê ameaça do PL Wikipédia: 2026 Paraná general election
